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Mostrando postagens de fevereiro, 2020

Mestrado na França passo nº 5 - Planejamento financeiro - trabalhar na França?

A frase "fazer um mestrado em Paris" desperta ao mesmo tempo dois sentimentos: 1 - realizar um sonho em uma cidade que dispensa apresentações. 2 - cair da cadeira ao colocar na planilha quanto esse sonho custa. Bom, como eu estou escrevendo esse post de terras francesas, então vocês podem supor que sim, é possível fazer um mestrado com meios próprios sem ser ryco. Antes de explicar a maneira que eu achei que me convinha, achei importante começar essa série de posts sobre planejamento financeiro avisando que, sim, é possível trabalhar enquanto você faz o seu mestrado na França. Se você tem passaporte europeu, bem, você pode fazer o que quiser na União Europeia por tempo indeterminado: estudar, trabalhar, viver, enfim. Mas se seu caso é como o meu, que não tem um avô italiano que te deu direito a vir pra Europa e ficar quanto tempo quiser sem visto, as coisas precisam de um pouco mais de planejamento sim. Primeiro que, sendo um candidato sem passaporte europeu, você precisa...

Mestrado na França passo nº 3 - escolhendo o curso

A França é um país que oferece  muitos, muitos, muitos mestrados. Então, a primeira coisa é entender como funciona mais ou menos o sistema de ensino superior francês para saber quais são os processos administrativos a seguir. Mais uma vez, esse é o relato da minha experiência, de alguém que desejava fazer um mestrado em Sciences de l'éducation . Se você quer fazer o mestrado em áreas como engenharia, direito, arquitetura e afins, o processo é outro e eu não sei como funciona. Na França, o sistema mais clássico é o LMD. O L é de licence , nosso equivalente à graduação, que costuma durar em média 3 anos. O M, de master , é o mestrado que tem duração de 2 anos e o D é de doctorat . O que difere do nosso sistema brasileiro é que, geralmente, as graduações (tirando tecnólogos) dura, no mínimo, 4 anos e é aí que tá o pulo do gato: se você fez uma graduação de 4 anos e possui alguma experiência profissional na área para a qual está postulando, pode se candidatar para entrar direto no ...

Mestrado na França passo nº 2 - Certificado de proficiência

Ok, daí você estudou francês e sente que já consegue acompanhar aulas em francês e se comunicar na língua. Daí vem uma outra fase: você precisa provar que consegue se comunicar em francês. As universidades francesas exigem que os candidatos apresentem alguma prova de proficiência que, geralmente, pode ser o TCF - Test de connaissance du français; o DELF - Diplôme d'études en langue française; ou o DALF - Diplôme approfondi de langue française. Vale lembrar que no Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas, o nível de proficiência é dividido em 6: A1 e A2 (nível mais básico); B1 e B2 (nível intermediário) e C1 e C2 (nível avançado). Geralmente as universidades pedem entre os níveis B2 e C2. O TCF é um atestado com validade de dois anos. É a mesma prova pra todo mundo e, dependendo de quantas questões você acertar, você é classificado em determinado nível de proficiência. Eu descartei o TCF de cara porque só pretendia passar pelo martírio de uma prova de proficiência em fran...

Mestrado na França passo nº 1 - Aprendendo francês

Fazer um mestrado na França não necessariamente exige que você fale francês. Eu mesma conheci um canadense e um alemão que estavam fazendo um mestrado aqui e conheciam apenas o básico da língua. Sim, isso acontece porque, como em muitos outros países europeus, a França oferece mestrados ministrados 100% em inglês. Então, sim, é possível vir pra cá e fazer um mestrado em inglês. Esse não era meu caso porque o mestrado que eu escolhi era em francês e eu queria praticar a língua que passei anos estudando. Então, na verdade, o meu movimento foi: eu já falava francês e decidi fazer um mestrado na França. Muita gente faz o contrário: decide fazer o mestrado na França e, aí sim, parte para aprender o francês antes de vir. Então aqui eu vou falar da minha experiência pessoal com a aprendizagem do francês, um caminho belo e tortuoso ao mesmo tempo. Primeiro: eu cursava Letras na USP e, no final do primeiro ano da graduação, podíamos escolher uma habilitação, ou seja, uma língua estrangeira ...