Mestrado na França passo nº 2 - Certificado de proficiência
Ok, daí você estudou francês e sente que já consegue acompanhar aulas em francês e se comunicar na língua. Daí vem uma outra fase: você precisa provar que consegue se comunicar em francês. As universidades francesas exigem que os candidatos apresentem alguma prova de proficiência que, geralmente, pode ser o TCF - Test de connaissance du français; o DELF - Diplôme d'études en langue française; ou o DALF - Diplôme approfondi de langue française.
Vale lembrar que no Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas, o nível de proficiência é dividido em 6: A1 e A2 (nível mais básico); B1 e B2 (nível intermediário) e C1 e C2 (nível avançado). Geralmente as universidades pedem entre os níveis B2 e C2.
O TCF é um atestado com validade de dois anos. É a mesma prova pra todo mundo e, dependendo de quantas questões você acertar, você é classificado em determinado nível de proficiência. Eu descartei o TCF de cara porque só pretendia passar pelo martírio de uma prova de proficiência em francês uma única vez. Então não sei dar mais detalhes sobre o funcionamento da prova, mas me parece que a gramática é mais visada nesse teste.
A universidade que eu queria aceitava o B2, então eu decidi tirar o DELF B2 depois que já tinha terminado a graduação. Decidi que ia fazer aula particular porque queria garantir que ia passar na prova. Cacei professoras particulares e tombei na Mariana, que foi óóóótima. Logo na primeira aula ela sugeriu que eu arriscasse e tentasse o DALF C1, porque eu já tinha nível pra isso. Pensei, analisei a prova e, no final, concordei. Passamos quase seis meses tendo aulas semanais de 1 hora de duração, 100% focadas na estrutura da prova. Meu foco era produção oral e escrita.
Enfim, chega a hora da verdade. Quando abriram as inscrições para o DALF, fui lá me inscrever online no site da Aliança Francesa, escolhi as datas que estavam disponíveis e que me convinham, paguei a dolorosa taxa de 700 realidades e continuei estudando.
A prova do DALF é dividida em dois dias: no primeiro dia você faz as provas de compreensão oral e compreensão e produção escrita. A prova de compreensão oral é a primeira e é aquele esquema: começa com áudios curtos que você só ouve uma vez e deve responder as questões. Depois são áudios mais longos, tipo entrevista, que você pode ouvir 2 vezes. O esquema é ser ágil e ouvir o áudio já anotando as informações principais ou ouvir o áudio e já ir respondendo as questões. O tempo é curto e a concentração tem que estar bem afiada. Mas os áudios são bem feitos, as pessoas articulam bem e não tem um milhão de ruídos propositais para atrapalhar não. A parte de compreensão escrita é um texto longo com perguntas de múltipla escolha e perguntas dissertativas. E na parte de produção escrita você deve fazer uma síntese de dois textos + um ensaio sobre um tema dado. Uma maratona de 4 horas.
Em um outro dia você vai lá na Aliança Francesa fazer a prova de produção oral. Eles dão alguns materiais sobre temas diversos para você dar uma lida e você pode escolher sobre qual material / tema vai falar. A exposição deve durar de 10 a 15 minutos e depois você responde as questões que os avaliadores farão.
Dentre os temas disponíveis, eu escolhi falar de tecnologia na sala de aula, pois é um assunto ligado a minha área de atuação e no qual eu me sentia confortável para expor minha opinião. Eles te dão um tempo para você preparar sua apresentação e, quando vc menos pensa, chega a sua vez. Meus avaliadores eram muito tranquilos, então eu me senti bastante calma tanto para fazer a exposição quanto para responder as perguntas. O segredo é falar de maneira pausada e articulada e seguir ao pé da letra a estrutura que se espera: apresentar o tema, falar como será a estrutura da sua apresentação, fazer a introdução, desenvolvimento e conclusão. Usar palavras de ligação e subjuntivo é importante e somam pontos.
Para passar no exame, você precisa tirar, no mínimo, 50 pontos no total e, no mínimo, 5 pontos em cada parte da prova (cada parte vale 25 pontos no total).
Umas semanas depois, o resultado saiu e eu tinha passado! E essa foi a primeira de muitas etapas que ainda viriam pela frente :)
PS: Aliás, eu fiz o DALF meses antes de começar o processo de candidatura propriamente dito e acho que foi ótimo, pois assim me "livrei" de uma tarefa e teria mais tempo e cabeça pra me dedicar à candidatura. Então, fica a dica: se você quer fazer o mestrado em setembro de 2021, por exemplo, já faz seu teste de proficiência agora em 2020; daí, para o ano que vem, você tem uma tarefa a menos pra fazer ;)
Vale lembrar que no Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas, o nível de proficiência é dividido em 6: A1 e A2 (nível mais básico); B1 e B2 (nível intermediário) e C1 e C2 (nível avançado). Geralmente as universidades pedem entre os níveis B2 e C2.
O TCF é um atestado com validade de dois anos. É a mesma prova pra todo mundo e, dependendo de quantas questões você acertar, você é classificado em determinado nível de proficiência. Eu descartei o TCF de cara porque só pretendia passar pelo martírio de uma prova de proficiência em francês uma única vez. Então não sei dar mais detalhes sobre o funcionamento da prova, mas me parece que a gramática é mais visada nesse teste.
A universidade que eu queria aceitava o B2, então eu decidi tirar o DELF B2 depois que já tinha terminado a graduação. Decidi que ia fazer aula particular porque queria garantir que ia passar na prova. Cacei professoras particulares e tombei na Mariana, que foi óóóótima. Logo na primeira aula ela sugeriu que eu arriscasse e tentasse o DALF C1, porque eu já tinha nível pra isso. Pensei, analisei a prova e, no final, concordei. Passamos quase seis meses tendo aulas semanais de 1 hora de duração, 100% focadas na estrutura da prova. Meu foco era produção oral e escrita.
Enfim, chega a hora da verdade. Quando abriram as inscrições para o DALF, fui lá me inscrever online no site da Aliança Francesa, escolhi as datas que estavam disponíveis e que me convinham, paguei a dolorosa taxa de 700 realidades e continuei estudando.
A prova do DALF é dividida em dois dias: no primeiro dia você faz as provas de compreensão oral e compreensão e produção escrita. A prova de compreensão oral é a primeira e é aquele esquema: começa com áudios curtos que você só ouve uma vez e deve responder as questões. Depois são áudios mais longos, tipo entrevista, que você pode ouvir 2 vezes. O esquema é ser ágil e ouvir o áudio já anotando as informações principais ou ouvir o áudio e já ir respondendo as questões. O tempo é curto e a concentração tem que estar bem afiada. Mas os áudios são bem feitos, as pessoas articulam bem e não tem um milhão de ruídos propositais para atrapalhar não. A parte de compreensão escrita é um texto longo com perguntas de múltipla escolha e perguntas dissertativas. E na parte de produção escrita você deve fazer uma síntese de dois textos + um ensaio sobre um tema dado. Uma maratona de 4 horas.
Em um outro dia você vai lá na Aliança Francesa fazer a prova de produção oral. Eles dão alguns materiais sobre temas diversos para você dar uma lida e você pode escolher sobre qual material / tema vai falar. A exposição deve durar de 10 a 15 minutos e depois você responde as questões que os avaliadores farão.
Dentre os temas disponíveis, eu escolhi falar de tecnologia na sala de aula, pois é um assunto ligado a minha área de atuação e no qual eu me sentia confortável para expor minha opinião. Eles te dão um tempo para você preparar sua apresentação e, quando vc menos pensa, chega a sua vez. Meus avaliadores eram muito tranquilos, então eu me senti bastante calma tanto para fazer a exposição quanto para responder as perguntas. O segredo é falar de maneira pausada e articulada e seguir ao pé da letra a estrutura que se espera: apresentar o tema, falar como será a estrutura da sua apresentação, fazer a introdução, desenvolvimento e conclusão. Usar palavras de ligação e subjuntivo é importante e somam pontos.
Para passar no exame, você precisa tirar, no mínimo, 50 pontos no total e, no mínimo, 5 pontos em cada parte da prova (cada parte vale 25 pontos no total).
Umas semanas depois, o resultado saiu e eu tinha passado! E essa foi a primeira de muitas etapas que ainda viriam pela frente :)
PS: Aliás, eu fiz o DALF meses antes de começar o processo de candidatura propriamente dito e acho que foi ótimo, pois assim me "livrei" de uma tarefa e teria mais tempo e cabeça pra me dedicar à candidatura. Então, fica a dica: se você quer fazer o mestrado em setembro de 2021, por exemplo, já faz seu teste de proficiência agora em 2020; daí, para o ano que vem, você tem uma tarefa a menos pra fazer ;)
Comentários
Postar um comentário